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Gartner ressalta que CIOs devem assumir o papel de liderança no processo de transformação digital

27/10/2016
Cassio Dreyfuss, vice-presidente de Pesquisas 

Durante o Symposium/ITxpo 2016, que aconteceu entre os dias 24 e 27 de outubro, em São Paulo, o Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, ressalta que toda empresa precisa desenvolver uma plataforma digital.
 
Para coordenar esses processos, serão necessárias habilidades de liderança modernas e ousadas por parte dos CIOs (Chief Information Officers) para desenvolverem essa nova plataforma, que permitirá que suas empresas participem de ecossistemas de negócios. Os órgãos de governo, caso queiram aproveitar o novo ambiente digital para melhorar os serviços para os cidadãos, também devem embarcar nesta jornada.
 
“A liderança deve ser centrada em pessoas, que precisam ser ouvidas. O líder deve, a partir dessas conversas, definir a visão e a direção para a jornada de transformação digital. É fundamental desenvolver colaboração e confiança entre líderes e colaboradores”, ponderou Cassio Dreyfuss, Vice-presidente de Pesquisas do Gartner para o Brasil.
 
Dreyfuss falou que os CIOS devem se empenhar no desenvolvimento de suas próprias plataformas digitais de negócios por meio da adoção de um “pensamento de iniciante” que permita que eles abordem novas tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT), com um novo olhar e criatividade livre – e aplicá-las com suas “mãos experientes”, aproveitando seu conhecimento e maturidade.
 
“Apesar dos atuais desafios econômicos e políticos que enfrentamos no Brasil, os CIOs brasileiros devem ser parte dessa jornada para o futuro. Junto a um programa robusto de otimização de custos, as empresas nacionais não devem atrasar a sua mudança em direção a plataformas digitais de negócios”, analisa Cassio Dreyfuss, Líder Regional de Pesquisas do Gartner para o Brasil.
 
O que são plataformas digitais
 
João Tapadinhas, diretor de Pesquisas 

Os analistas do Gartner definiram plataformas digitais como estruturas orientadas aos negócios que permitem aos integrantes da comunidade (parceiros, fornecedores e clientes) compartilhar e melhorar os processos digitais e as capacidades, além de ampliá-los para benefício mútuo. A estrutura permite combinações diferentes de modelos de negócios, talento, recursos e infraestrutura de TI que constroem os domínios de plataforma e sustentam ecossistemas de negócios digitais.
 
No entanto, eles afirmam que décadas de antigos arranjos organizacionais (não somente em TI) inibirão a transformação digital. A estrutura organizacional futura é multifuncional e bimodal (prática de gerir dois estilos distintos), mas coerentes de trabalho: um voltado para a previsibilidade e desenvolvimento e o outro, para a incerteza e exploração.
 
“Esses ecossistemas permitirão que as organizações solucionem alguns dos maiores desafios do nosso mundo e isso vai muito além dos negócios, incluindo todos os aspectos da vida humana, como as cidades onde vivemos, os serviços de saúde que precisamos, a educação que buscamos e a segurança que cada um de nós quer”, explica João Tapadinhas, Diretor de Pesquisas do Gartner.
 
Empoderamento analítico
 
As empresas estão digitalizando tudo que utilizam, como eletrodomésticos, automóveis, hospitais, dispositivos vestíveis (wearables) e pagamentos, ou seja, os equipamentos estão mais inteligentes. “Os gigantes digitais, como Apple, Google e Amazon, levarão os modelos de ecossistemas de negócios que desenvolveram em áreas como o e-commerce, Apps de música e pesquisa para o mundo conectado que temos criado coletivamente. Eles planejam fazer do mundo físico uma extensão do digital, que é o que eles controlam”, afirma Tapadinhas.
 
O executivo comentou ainda que a maioria das empresas ainda não avançou além dos processos de business intelligence. “É preciso avançar para outros níveis com uso de tecnologias de machine learning e inteligência artificial. No interior das próprias organizações, cabe multiplicar o número de pessoas com capacidades analíticas, ou seja, promover o empoderamento analítico da equipe em diferentes setores. Ao mesmo tempo, as empresas mais estruturadas na análise e uso de dados podem “criar condições para levar data analytics para os parceiros de negócios para que eles também melhorem os seus desempenhos”, apontou Tapadinhas.
 
Contudo, a jornada de transformação digital está apenas no começo e ainda não existem vencedores. As plataformas digitais devem proporcionar às empresas uma base ágil e flexível para explorar totalmente as novas possibilidades de negócios. “O desafio está limitado apenas à criatividade e à capacidade de alinhar e organizar os recursos. Isso tudo é possível, mas deve ser feito agora”, conclui Dreyfuss.